Deputados do PS lamentam a falta de resposta da Ministra do Trabalho e vão insistir no caso da fusão dos Centros de Emprego da Guarda e da Covilhã.
Os deputados do PS continuam a aguardar os esclarecimentos da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre a reorganização da rede de centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
No caso da eventual fusão dos Centros de Emprego da Guarda e da Covilhã, os deputados estão contra esta medida, “que põe em causa o papel determinante que este serviço desempenha no acompanhamento de desempregados, na promoção da qualificação profissional e na ligação entre a oferta e a procura ativa de trabalho, funções particularmente relevantes em territórios de baixa densidade” referem.
Não obstante terem feito uma pergunta por escrito à Ministra do Trabalho no passado dia 11 de março, os deputados continuam sem resposta e consideram que as declarações da deputada do PSD pelo distrito da Guarda, Dulcineia Moura, “feitas nas suas redes sociais e na imprensa local, para além de dúbias, não substituem os devidos esclarecimentos da tutela”.
“A deputada do PSD garante que não haverá fusão, mas alude a ganhos de eficiência e em fazer corresponder a atuação do IEFP numa perspetiva de atuação intermunicipal, ajustada à Comunidade Intermunicipal, o que nos levanta dúvidas”, afirmou a deputada do PS eleita pela Guarda, Aida Carvalho.
“Posso até saudar o voluntarismo da senhora deputada, mas quem tem de esclarecer esta matéria com toda a clareza é a senhora Ministra, até porque estamos a falar de uma questão que não se cinge a este território – que naturalmente, a nós, é o que mais preocupa – mas com impactos em todo o país”, acrescenta a deputada.
Os deputados do PS reiteram o papel determinante que os centros de emprego desempenham, realçando que as “extinções e fusões de serviços públicos implicam perda de proximidade, presença territorial, bem como de autonomia, capacidade de decisão local e agilidade nas respostas, no caso concreto em áreas tão sensíveis como a inserção de pessoas no emprego, o ajustamento da formação profissional às pessoas e ao tecido económico e o apoio ao desenvolvimento das empresas, o que terá inevitavelmente potenciais impactos negativos na coesão social e no dinamismo económico nestes territórios”.


