Exército Português mais uma vez presente na 22ª Recriação Histórica do Cerco de Almeida.
O Exército Português, através da Direção de História e Cultura Militar, em cooperação com o Município de Almeida e a Associação Napoleónica Portuguesa, assinalou um dos episódios mais marcantes das Invasões Francesas, os 216 anos do Cerco de Almeida, durante o último fim de semana de Agosto, com uma cerimónia militar presidida pelo Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, o Tenente-General Boga Ribeiro, que contou igualmente com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Almeida, António Machado, do Presidente da Associação Napoleónica Portuguesa, José Silva, do Presidente da Turismo do Centro, Rui Ventura e de diversas entidades civis e militares.
Entre 15 e 28 de agosto de 1810, no decurso da Terceira Invasão Francesa, a Praça-forte de Almeida resistiu ao cerco das forças napoleónicas. A explosão do principal paiol, a 26 de agosto, provocou enorme destruição e comprometeu decisivamente a capacidade de defesa, conduzindo, dois dias depois, à capitulação da praça, então comandada pelo Coronel William Cox.
O Exército Português marcou presença com uma força do Regimento de Infantaria N.º 14, de Viseu, e com a Fanfarra do Exército (destacamento de Coimbra), num cenário em que recriadores históricos de Portugal, França, Espanha, Reino Unido e Alemanha, fizeram Almeida regressar, simbolicamente, ao início do século XIX. A memória daqueles que perderam a vida marcou um dos momentos mais solenes da evocação, no domingo de manhã, com uma Missa e Cerimónia de Homenagem aos Mortos e a deposição de coroas de flores junto ao memorial das vítimas da explosão dos paióis de 26 de agosto de 1810.


