Aldeia de Malhada Sorda viveu mais uma grande tarde cultural.
A Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro organizou uma tarde cultural na Malhada Sorda, para honrar a memória e o legado cultural do Padre José Júlio Esteves Pinheiro, numa iniciativa que contou com o apoio da Junta de Freguesia de Malhada Sorda, Município de Almeida, Biblioteca Maria Natércia Ruivo em parceria com a Paroquia de Malhada Sorda e Diocese da Guarda.
Numa tarde cultural de promoção e valorização da literatura, música e tradição, a iniciar o Grupo de Canto da Universidade Sénior de Carregal do Sal brindou os Malhadenses e visitantes com os seus “Cantares Populares e Tradicionais” no Largo do Ribeiro, seguiu-se a cerimónia de entrega da 3ª edição do Prémio Literário, Padre José Júlio Esteves Pinheiro deste 2026, dedicado ao tema “Caminhos”. Ainda na Igreja de São Miguel, o Presidente da Junta de Freguesia de Malhada Sorda, Bruno Sousa, Nuno Borregana e o Padre Hélder Lopes apresentaram um novo projeto cultural e religioso, de carácter diocesano e ibérico: “A Rota dos Caminhos de Nossa Senhora d’Ajuda”, com sete rotas pedestres, que ligam sete santuários marianos à Malhada Sorda.
A finalizar, foi ainda apresentado o livro “Igreja de São Miguel de Malhada Sorda – Memória, Património e Restauro”, dedicado à valorização do património histórico, artístico e religioso da Igreja de São Miguel de Malhada Sorda, um importante contributo para a preservação da memória coletiva, reunindo partilhas sobre a história da igreja, o seu património, os trabalhos de conservação e o processo de restauro.
O Prémio Literário Padre José Júlio Esteves Pinheiro promove simultaneamente a criação literária contemporânea em língua portuguesa e em língua francesa, permitindo assim a valorização da diáspora da sua aldeia natal, Malhada Sorda.
Este prémio é uma forma de manter viva a memória e os valores do Padre José Júlio Esteves Pinheiro, promovendo simultaneamente a criatividade literária e o pensamento crítico. O Prémio afirma-se como um espaço de valorização da escrita, da reflexão e da expressão artística, incentivando autores a contribuírem para o enriquecimento do panorama literário e cultural. As inscrições estiveram abertas ao publico entre os dias 15 de março e 15 de abril, desafiando a criatividade de todos os amantes da escrita a inspirarem-se sobre o tema “Caminhos”. À Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro chegaram quase 600 textos.
Este ano a Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro conta com mais dois elementos no júri de avaliação, o vereador do Município de Almeida, Alexandre Gonçalves e o professor António João Moreira, para além de José Gonçalves, Pedro Gursole e Jean-Paul Caudrec.
A Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro galardoou com o 1º lugar, Miguel Costa Simões de Araújo com o título do trabalho: A vereda e a estrada. O 2º lugar foi para Bruno Beloti de Freitas com o título do trabalho: A última pedra do caminho e no 3º lugar ficou Diana Flávia Teixeira com o título do trabalho: Onde o caminho se perde. O Prémio Revelação juvenil distinguiu Maria Rita Pires Ribeiro com o título do trabalho: Súplica a um céu vazio. A Menção Honrosa foi atribuída a Virgílio Sá com o título do trabalho: Caminhos. Já o Diploma de Louvor foi para João Patornilo.
Atuaram os alunos do Conservatório de Música de São José da Guarda, Mariana Figueiredo, Diana Fonseca, Beatriz Monteiro e Gabriel Abelha.


