Vilar Maior, no concelho do Sabugal, passa a ser oficialmente a primeira Aldeia Rewilding certificada, promovendo um turismo de natureza autêntico, regenerativo e sustentável no Grande Vale do Côa.
O Município do Sabugal, a União das Freguesias de Aldeia da Ribeira, Vilar Maior e Badamalos, a Associação Muralhas de Vilar Maior e a Rewilding Portugal, celebraram um Protocolo de Colaboração no âmbito do Projeto “Aldeias Rewilding – Vilar Maior 2026/2027”, com o objetivo de reforçar a ligação entre a conservação da natureza, valorização cultural, o turismo sustentável e o desenvolvimento comunitário do território do grande Vale do Côa.
O projeto foi apresentado frente ao Museu Vivo, durante a Semana Cultural Bons Saberes Bons Sabores, na segunda-feira dia 3 de agosto, à comunidade de Vilar Maior, tendo sido assinado o protocolo de colaboração que marca o arranque oficial desta iniciativa pioneira, que pretende ligar ainda mais a natureza, o património e as comunidades locais. Ao longo dos próximos meses, Vilar Maior ganhará uma nova identidade como autêntica porta de entrada para o Grande Vale do Côa e para a visitação de natureza. Vai ser criado um Centro de Visitação Rewilding dentro do próprio museu, com novos painéis interpretativos e de boas-vindas à aldeia, um mural artístico numa parede de grandes dimensões, uma escultura emblemática de uma espécie-chave e uma nova sinalética dedicada à descoberta deste território único.
Em Vilar Maior, o património, a riqueza paisagística e a identidade da comunidade tornam a aldeia um lugar único para viver, visitar e descobrir. Este projeto representa mais um passo na afirmação de Vilar Maior como um destino onde a recuperação da natureza gera novas oportunidades para as pessoas e para o território.
Um dos maiores símbolos deste compromisso é o Vale Carapito, oficialmente reconhecido, a 6 de julho de 2026, como Área Protegida Privada (APP). Este reconhecimento faz do Vale Carapito a quinta área protegida privada de Portugal e a primeira área Rewilding do país a obter este estatuto, representando um marco histórico para a conservação da natureza e para a afirmação do Grande Vale do Côa como um território de excelência em biodiversidade, turismo de natureza e desenvolvimento sustentável.
Foto: Rewilding Portugal.


