Entrevista na Rádio Fronteira, no programa “Territórios de Almeida” com Carla Roso sobre o programa “Radar Social” do Município de Almeida.
Desde Agosto de 2024 que está a ser implementado no concelho de Almeida, o programa “Radar Social” coordenado pelo Município de Almeida, reforçando resposta da Rede Social, junto dos mais vulneráveis.
A Rádio Fronteira entrevistou Carla Roso, Técnica Superior da área social do Município de Almeida, à frente do Radar Social, um projeto de intervenção social no terreno, com o objetivo de identificar, sinalizar e georeferenciar, numa plataforma específica, as situações de vulnerabilidade e uma possibilidade de resposta através do encaminhamento às respostas que existem no território e também a nível nacional. Carla Roso explicou que o projeto resultou de uma candidatura que foi apresentada pelo Município de Almeida ao Plano de Recuperação e Resiliência PRR, para a constituição de equipas técnicas no âmbito de um projeto-piloto, que é o Radar Social, e surge integrado nos conselhos locais de ação social das redes sociais dos municípios e deverá terminar a 30 de junho deste ano.
O projeto em si tem duas fases. A primeira fase, consistiu no planeamento da rede social, o diagnóstico social e o plano de desenvolvimento social, onde foi feito também, o plano de ação do próprio Radar Social, que depois foi integrado no plano de ação da rede social e tem sido todos os anos. A segunda fase, é uma fase de intervenção do terreno, que está agora a ser desenvolvida e vai terminar quando o projeto terminar.
Carla Roso referiu que a referenciação está relacionada com o contexto das condições de vida e o sítio onde as pessoas estão inseridas. É feita uma avaliação da situação social familiar, depois segue-se o encaminhamento das pessoas na situação de vulnerabilidade para as postos que existem, mobilizando imediatamente a rede social , quando houver situações de emergência social, numa estratégia de maior proximidade às populações.
A equipa do Radar Social tem dois colaboradores, em relação à dimensão populacional do território. Já quanto a parceiros, ao todas as entidades que integram a rede social, as entidades públicas com a GNR e Núcleo de Proteção Ambiental, as IPSS, as associações, as juntas de freguesias, entre outras e ainda a parceria com o Instituto da Segurança Social, uma vez que o programa Radar Social, é da sua competência, através da plataforma de registo de geofrenciação das situações.
Carla Roso destacou o papel das IPSS que também é muito importante quando há necessidade de fazer encaminhamentos para esta resposta. “Relativamente a atividades desenvolvidas, numa primeira fase, foi feita a atualização dos instrumentos de planeamento, com alguma mediação e apoio técnico a nível municipal e intermunicipal e a CIM das Beiras e Serra da Estrela, nos outros instrumentos de planeamento. As cartas sociais a municipal e intermunicipal. E mais recentemente, o plano municipal e intermunicipal para a integração dos migrantes. Numa segunda fase, há quatro ações obrigatórias, que obedecem a metas, indicadores, fontes de verificação, e que têm, obrigatoriamente, de ser registadas na plataforma.
“Inicialmente, fizemos a divulgação do projeto em articulação com a GNR. Permitiu-nos também uma maior aceitação do público. Eles fizeram a ação sobre as questões de segurança na residência, os furtos e roubos” salientou Carla Roso. Depois, participamos também e colaboramos nos dias temáticos, quer seja da Academia Sénior, quer seja também para as IPSS. Promovemos também aqui uma atividade intergeracional no Natal, e também fizemos agora na Páscoa, que chamamos a solidariedade de gerações”. “Fizemos juntamente com o Serviço de Educação, com os participantes das CAFs e AAAFs que fizeram uma pequena lembrança no Natal, para entregámos aos idosos. Foi uma atividade muito simples, mas foi extremamente importante para os idosos, que nós considerámos aqueles que estavam mais sozinhos” contou Carla Roso.
Quanto aos maiores problemas sociais encontrados, Carla Roso sinalizou essencialmente os idosos que vivem sozinhos. “Há pessoas que vivem uma completa solidão. Muitos têm familiares diretos, mas não têm verdadeira guarda familiar. Infelizmente”, disse. “Há aqui também algumas questões de saúde, associadas. E neste caso nós tentamos sempre integrá-los na alguma resposta do município ou outros, quando são necessárias, e termos tido algum sucesso também. Para além disto, há algumas situações de vulnerabilidade económica, sempre”. “Precariedade a nível habitacional. Situações de emigrantes e de imigrantes que estão associadas também à sua condição. Cuidadores informais que não têm o estatuto e desconhecem os direitos que têm”.
Carla Rozo falou também do trabalho em parceria com a GNR, a equipa da secção de policiamento comunitário, quer com a equipa do ambiente, estando a fazer ações de sensibilização. “Temos aproveitado o espaço da Academia Sénior, mas destina-se a todas as pessoas da comunidade. E estamos a fazer, novamente, a ação de sensibilização para as questões da segurança, suportes, roubos e em relação ao Radar Social”.
Ainda sobre atividades “estamos também a pensar colaborar em algumas iniciativas com a Academia Sénior, uma brevemente em maio e outra em junho. Para além disso, também temos pensado colaborar no Dia Internacional da Família, com os idosos das IPSS e a ASTA. Em relação os jovens, queria dizer também que fizemos algumas ações, uma ação de capacitação, sensibilização para o empreendedorismo, no Agrupamento de Escolas de Almeida. Fizemos ainda uma ação de sensibilização sobre as questões da migração e da interculturalidade. Nas férias municipais desenvolvemos temáticas inclusivas. Relativamente aos cuidadores informais, em março fizemos uma ação de informação para os parceiros da rede, onde houve partilha de experiências e conhecimentos”.
Acompanhe a entrevista com Carla Roso, no Canal do Youtube da Rádio Fronteira em: https://www.youtube.com/watch?v=91SzOSD0kcM


